
A palavra nostalgia povoa meu momento... parece incoerência? acho que sim, uma vez que não sou nostálgica...
Mas na verdade o que surgiu foi um momento de rever momentos, um olhar pra o passado.
Estava lembrando dos sentimentos. Sabemos que nossa memória é emocional, portanto não podemos pensar o passado sem recordar sentimentos.
Bem vamos lá...
Coração acelerado, borboleta no estomago, boca seca, mão fria, pernas bambas. Não estou falando de ecstasy, estou falando de paixão. E lembrei da minha grande paixão arrebatadora, agora em Outubro faz exatos 12 anos.
Naquele dias, queria plantar flores, na verdade um jardim inteiro, abrir a janelas da casa, usar coisas coloridas, vivia saltitando feito uma libélula.
A paixão é mesmo uma coisa engraçada, sentir pela promeira vez aos 18 anos...
É impressionante como temos tendências ao ridículo, como um sorriso do objeto de nossa devoção alegra nosso dia, e por outro lado um olhar mal interpretado destrói nossa semana... rs
O nosso centro de gravidade não é mais a terra, não mesmo! É sem dúvida a pessoa idealizada. Digo idealizada, porque durante os momentos de paixão, o nosso bem amado, torna-se perfeito, super-homem, o príncipe encantado! Portanto, idealização pura e simples.
Passa a se perguntar como viveu tanto tempo sem a pessoa,
Acredita que viveria a vida inteira ao lado dela sem se entendiar...
Apesar de tudo isso, a paixão nos move, leva a praxis, ela é dialética, mas totalmente inconstante.
Isso é bom? Talvez seja, quando estamos no bojo dos acontecimentos, acreditamos que é a melhor coisa do mundo, quando nos damos conta do rídiculo que nos expomos por ela, não vemos a hora de retomar as rédeas do nosso coração, já que demos férias ao nosso cérebro...
Obs: Esse texto foi inspirado em uma amiga, que estava descrevendo em nossas conversas as amarguras por encontrar-se sofrendo dessa tão doce mal: A Paixão!









