Um pouco de mim, alguns dos meus sonhos, vários devaneios e muitos delírios.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uma definição quando não há definição!


Porque quando amamos, julgamos que o outro deve ser nosso?
Se o amor dizer que devemos deixar livres.
Porque sentimos ciúmes, muitas vezes raiva?
Se o amor compreende, tolera...
Porque mesmo amando, nos sentimos sós?
Se a companhia da pessoa amada nos traz tanto consolo e alento.


Nisso tudo penso, quero amar como Cristo nos ensinou...
Uma amor sem medida, que é paciente, benigno, ama por que ama, simplesmente ama, sem esperar nada em troca.
Mas somos tão cheios de expectativas, semeamos pensando na colheita.
É nesses momentos que percebo o quanto ainda preciso crescer como ser humano, o quanto ainda preciso aprender.

"Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir."


Um pouco de Fernando Pessoa....

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Há dias e há dias

O que escrever quando dentro de nós se encontra em dias de tormenta?
Olhar na alma e ver tempestades... como um mar agitado e no meio disso tudo sentir se como um pequeno barco, acoitado pelo vento e pelas ondas....
E neste momento o que sentimos? Sozinhos... querendo cuidado ... um pouco de calmaria e bom e velho barco forte que passa pelas ondas...
Talvez ainda sonhamos com a casa que no nosso imaginário representa tanto esse conforto e aconchego, mas olhamos em volta e nos vemos longe dela e cercado pelas tormentas...
Bem, sinceramente é mais que casa é colo.
Mas, quem pode diminuir as ondas dentro de nós e a intensidade delas somos nós mesmos, resta voltar ao barquinho e seguir. Mesmo que continue a sentir precisando de afago, colo e abraços, uma hora vai passar.
Lembrei da letra de Osvaldo Montenegro:
"Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar"