Um pouco de mim, alguns dos meus sonhos, vários devaneios e muitos delírios.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eros e Thanatos



Segundo Freud, somos seres de Eros e de Thanatos.
Seres de vida e morte
Seres de pulsão e repouso
Seres de criação e inércia.


Por muito tempo, acreditava que essa teoria pouco se aplicava a minha vida
Uma vez que a força impulsora de vida em mim é muito forte...
Sempre disposição, sempre propondo novas realizações, a paixão por coisas novas, a vida...
Enfim, o thanatos, a negação, a não vontade, a indisposição, a falta de fôlego, a morte... acreditava está um pouco distante.
Ledo engano! Sinto o em forma de tédio, em algumas esquinas sombrias da vida.
Pensando bem, acredito que o thanatos sempre esteve, afinal de contas não consigo, por mais que queira esquecer os reflexos de memória de minha infância e pré-adolescência, na qual a minha frase de cabeceira era: A alegria é um pequeno intervalo da tristeza.
Na adolescência e inicio da juventude, o Eros predominou, povoou meu sonhos de vida, e possibilitou o renascer da primavera, quem sabe seja como Adonis renascendo do mundo ou submundo de Perséfone.
Mas como o próprio mito retrata, há mudança nas estações, até porque Adonis, não pode sempre ficar com sua Afrodite e povoa o mundo com a beleza da primavera e os encantos do amor, é necessário que haja o inverno, que por sinal é minha estação preferida (mais uma vez reflexo do meu (ID) inconsciente), então não apenas somos seres de Eros, mas também de Thanatos!
Confesso, que tento afugentar o tédio, mas ele sempre volta e meia, encontra-me em uma curva ou esquina qualquer.

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