Um pouco de mim, alguns dos meus sonhos, vários devaneios e muitos delírios.

sábado, 27 de novembro de 2010

Ariadne e o labirinto.



Dioniso canta:

"Sê prudente, Ariadne!

...Tens pequenas orelhas, tens minhas orelhas:Põe aí uma palavra sensata!

Não é preciso primeiro odiarmo-nos se devemos nos amar?...Sou teu labirinto...


Gosto muito do mito de Ariadne.


Filha do rei Minos de Creta, que se apaixona por um semi deus Teseu, este tem como uma das suas tarefas entrar e sair de um labirinto que ninguém ainda havia conseguido.

Desesperada que seu amado não conseguisse encontrar a saída, entrega a este um novelo, que todos conhece, por fio de Ariadne.

Teseu, mata o minotauro é visto como herói, leva Ariadne com ele para abandoná-la a sua própria sorte, esta desperada lança-se ao mar e é salva por Dionisio que se apaxiona profundamente pela jovem.


Bem, mas não vou aqui escrever sobre o mito em si, mas quero tentar refletir sobre a simbologia do labirinto.


Em Nietzsche, vemos o conteúdo trágico, no campo da arte, composta por duas forças apolínea e dionisíaca, o qual seria criar possívies modelos de existência, que por um lado expressa a alegria e o prazer de viver em meio ao vir-a-ser, e por outro, uma força imensurável de onde se originam as transformações dolorosas da vida. Nessa cadeia de transformações quero tentar encaixar a ideia do labirinto.



O Teseu herói, que vence o monstro, hábil em desifrar enigmas, que enfrenta o labirinto e vence, é o mesmo que leva Ariadne e abandona a sua propria sorte. Este heroi mitologico que talvez não conseguiria sair do lambirinto sem o precioso fio da jovem mulher.

Vemos uma mistificação profunda e até mesmo perigosa do humanismo. Este homem superior que em Nietzshe que levar a humanidade à perfeição, ao acabemento final, que busca acabar com os defeitos, recurperar as propriedades, superar as alienações, uma realização de um homem total, que busca ocupar o lugar de Deus e nega-o. Mas este homem superior, não sabe o que significa em absoluto afirmar. Este homem superior vence o touro, mas não sabe quem ele mesmo é. Decifra os enigmas, porém igonar o enigma e o mostro que ele proprio é.


"É preciso que ele desaprenda sua vontade de heroísmo, quero que se sinta à vontade nas alturas, e não só subindo alto."


É preciso repensar que herói de fato devemos valorizar e que humano queremos ser.






Um comentário:

  1. fantástico sou leiga nesse assunto e fiquei fascinada. obrigada
    Espero trocar mais informações!!

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