Um pouco de mim, alguns dos meus sonhos, vários devaneios e muitos delírios.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Filhotes de amor








Nosso amor é como um animalzinho novo
Conto a você logo o porque.
Quer afago, colo e aconchego,
Mas também brinca, corre se esconde.

Sabe aquela parte de não saber ainda o que pode fazer na casa em que vive
Mas ainda assim tenta, brinca, morde e até late
Mas logo corre para os braços do seu dono, fogoso,
Até parece mesmo gatinho manhoso.

Dorme sono solto,
Mas desperta com os menores ruídos dos passos mal pisados no assoalho da casa.
Assusta- se com o barulho do vento forte na janela
Com os trovões na madrugada e a chuva forte na sacada

Mas o que tudo isso tem haver?
Explico já o porque:
Nosso amor ainda é novo, mas é o mesmo e velho amor:
Temos medos e receios
Assustamos-nos com a reposta que não é aquela esperada

Corremos e nos escondemos atrás da nossa própria muralha
Isso tudo porque não entendemos o que sentimos e o que o outro sente
Vêem as velhas recordações do passado que nos assustam
Como bons e ótimos filhotes, esperamos pelos braços de alguém nas noites frias e de tempestades que assolam a janela.

2 comentários:

  1. Como eu havia te dito, nunca sei quem de fato escreve aqui. É notável quantas faces existem dentro de você, desde a mais leve criança, inocente e ingênua, a mais envolvente e libidinosa mulher, a anciã e sua sensatez e silêncio. Essa sim são as faces de uma verdadeira mulher!
    Nesse texto, é engraçado como se adequa a qualquer novo amor, e a metáfora do filhote é totalmente aceita, por que assim como o filhote, o amor é livre, despreocupado, ingenuo e ao mesmo tempo, medroso, cismado e cheio de peripércias.
    Enfim, amei o texto, esse e os demais. Desde já, oficialmente seguindo e divulgando seu blog.

    Beijo, meu amor. :*

    ResponderExcluir
  2. esse mais que todos eu gostei é tão singelo

    rob gol

    ResponderExcluir